Olá comunidade acadêmica, iniciamos este blog com o objetivo de apresentar a Literatura Gaúcha protagonizada por João Simões Lopes Neto e Cyro Martins. A Literatura Gaúcha desde cedo elegeu fatos históricos como a guerra dos Farrapos ou o processo imigratório para foco de suas manifestações.
É
uma Literatura muito rica, voltada ao Regionalismo, onde o modelo sempre foi
masculino, peão nos tempos de paz e soldado nos tempos de guerra. Entretanto,
estas produções, normalmente, partiram de um ponto de vista branco, urbano e
culto, cedeu espaço ao peão, sem, contudo, ceder-lhe voz. As mulheres pouco
espaço literário lograram.
Para dar início, apresentaremos esses
dois autores: João Simões Lopes Neto e Cyro Martins. O primeiro seguiu uma
linha regionalista, apresentando o gaúcho herói. Ele deixou claro que gostaria
de resgatar o passado sul rio-grandense e descrever sua geografia, seus usos e
costumes de forma idealizada. Já Cyro Martins buscou compreender sua gente e
sua história, buscando contá-la de uma forma realista e realmente útil para sua
circunstância social.
Abaixo,
breve biografia destes grandes autores:
João Simões Lopes Neto
nasceu em Pelotas, em 09 de março de 1865, na Estância da Graça, de propriedade
de seu avô paterno. Aos treze anos foi para o Rio de Janeiro estudar no Colégio
Abílio. Retornando ao sul, fixa-se em sua terra natal, Pelotas, então rica e
próspera. Envolve-se em vários negócios, que fracassam. É considerado por
estudiosos e críticos o maior escritor regionalista do Rio Grande do Sul, pela
valorização histórica do gaúcho e a fidelidade ao apresentar seus costumes e
sua linguagem. Suas obras mais importantes são Contos gauchescos, Lendas do Sul
e Casos do Romualdo, escreveu também o Cancioneiro guasca e Terra gaúcha,
publicada postumamente.
Cyro
Martins nasceu em Quaraí, em 05 de agosto de 1908,
começou a escrever aos 15 anos. Eram artigos políticos, oposicionistas,
libertadores e contos regionalistas. Formou-se em Medicina em 1933. No ano
seguinte, publicou seu primeiro livro: "Campo Fora", após escreve
"Sem Rumo", sobre o gaúcho a pé, expressão que usou pela primeira vez
em 1935 e que serviu para definir a trilogia que se formou depois com
"Porteira Fechada" e "Estrada Nova".

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