sábado, 25 de maio de 2013

Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?

A literatura se relaciona com seu imaginário em dois momentos, em primeira instância o "Homem a Cavalo",onde se caracteriza apego ao cavalo, guerreiro,herói,enérgico,orgulhoso.
 Em segundo momento o "Homem a Pé", a mudança de valores, ambiente,costumes,adquirindo assim uma nova concepção do gaúcho.
Em (Conto "Contrabandista", Lopes Neto) "Conhecia as querências pelo faro: aqui era o cheiro do açouta-cavalo florecido, la o dos trevais, o das guabirobas rasteiras.",nesse trecho podemos ver algumas características do "gaúcho a cavalo".

 Rogenio Mignoni
Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?
A literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Rio Grande do Sul, pois retrata o gaúcho e sua cultura ao longo da história, com diferentes visões sobre o mesmo.
Em primeiro momento o gaúcho é retratado como o homem do campo, que anda a cavalo, trabalhador, honesto, com espírito guerreiro e amor pela liberdade; essa descrição idealizada e mitificada do gaúcho encontramos nos Contos Gauchescos, de João Simões Lopes Neto.
Em segundo momento, com as transformações sociais, econômicas e políticas ocorridas no estado, esse gaúcho é retratado sem a idealização anterior, pois está desenraizado, perde o seu espírito guerreiro; vai para o ambiente urbano e passa a andar a pé, como está despreparado para o trabalho na cidade, é marginalizado; esse gaúcho desmitificado encontramos na trilogia do Gaúcho a Pé, de Cyro Martins.

MINÉIA CARINE HUBER

Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?


O povo gaúcho se caracteriza por ser um povo muito orgulhoso de sua cultura e de suas tradições. E a literatura gaúcha não poderia deixar de assim descrever a população sulina. Podemos observar nos contos de Lopes Neto a típica figura gaúcha de homem do campo orgulhoso e cultuador das tradições através da figura do valente narrador Blau Nunes. Já na obra de Cyro Martins o orgulhoso homem do campo mudou-se para a cidade e perdeu tudo que o identificava como gaudério, mas na sua memória e sentimento tudo permanece vivo e intacto.      
EDIVÂNIA MORO.

Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?


O imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul caracterizou-se em um primeiro momento pela visão do homem a cavalo, da pecuária, movida por interesses econômicos e políticos. Em um segundo momento o imaginário se volta pra uma visão mais realista, do 'gaúcho a pé', pobre, longe do ‘pampa’ e de seus costumes. Ou seja, no Rio Grande do Sul, podemos visualizar duas representações do imaginário social: a do gaúcho mitificado e a do não mito.
Podemos ver bem isso nas obras de nossos autores, enquanto Simões Lopes Neto vê o gaúcho herói, como observamos neste trecho do conto 'Juca Guerra': "Moreno, alto, delgado; olho preto; nariz, de homem mandador; mãos e pés de moça; tinha força como quatro; bailarino, alegre, campeiraço; e o coração devia ser-lhe mui grande, devia encher-me o peito todo, de bom que era.".
Do outro lado temos Cyro Martins, que nos mostra a realidade do gaúcho saindo do campo e entrando na cidade. Esta desmitificação pode ser observada no seguinte trecho: “Quando João Guedes, há três anos atrás, já desiludido de achar morada na campanha, veio à cidade em busca de uma casa para se meter com a família, foi o Oscar, o marido de Querubina, que deu jeito no negócio, assumindo espontaneamente a responsabilidade de fiador" (Porteira Fechada,1944). O que vemos é um gaúcho desiludido, sem todo aquele orgulho, um ser deslocado tentando sobreviver em um novo meio.
Patrícia Simone Grando
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

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