terça-feira, 2 de julho de 2013

Como personagens dos contos de Caio Fernando Abreu e de João Gilberto Noll podem ser inclusos nesse contexto da literatura contemporânea sulina? Explique, citando exemplos.

Os personagens da Literatura Contemporânea Sulina de Caio Fernando de Abreu e João Gilberto Noll,não retrata mais a questão do "Gaúcho a Cavalo e o Gaúcho a Pé",os autores seguem escritas e questões da realidade que existe na época , política, sociedade, homossexualismo, violência, miséria, solidão.Ainda busca e rearticula o aspecto do modernismo dando ênfase e rompendo barreiras da região indo além para novidades internacionais.
Podemos observas alguns aspectos no conto, "O Meu Amigo" de João Gilberto Noll; "Casemiro abre o catálogo telefônico antes de dormir. Ouve a voz do jornaleiro alardeando a manchete de O GLOBO. A manchete revela e clama o número de flagelados. Quantos? pergunta Casemiro. Mas a voz do jornaleiro a vai longe."

 Rogenio Mignoni

terça-feira, 25 de junho de 2013

Sérgio Faraco

Confira nosso vídeo!!!

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Blog

Qual a importancia do blog enquanto ferramenta para o incentivo da leitura da literatura do Rio Grande do Sul? 
Aguardo comentários...

sábado, 15 de junho de 2013

O OVO APUNHALADO

"O OVO APUNHALADO", de Caio Fernando de Abreu, é o livro q gostaria de indica-los. Livro composto por 23 contos onde nos da uma sensação de que o autor lida com e essência da condição humana ainda em crise dentro de um universo complexo, mágico frequentemente buscando a loucura e o caos, ainda abordando e nos fazendo pensar, refletir sobre a sociedade, nossa forma de pensar e agir buscando o imaginário de nossa mente. Nos tornando mais seres humanos. Rogenio mignoni

Os Bandoleiros

A leitura do livro “Os Bandoleiros” de João Gilberto Noll, é importante para formar um leitor que perceba e se sensibilize com a barbárie humana, pois através deste livro é possível visualizar a violência, a deterioração do individuo, o acúmulo de vícios das pessoas. Entender o homem do mundo contemporâneo que tem dificuldades de se inserir na sociedade, que segue ideologias absurdas, vive cada vez mais solitário, vê o tempo passar rápido e acredita não valer mais a pena viver, pois é apenas uma peça inútil em um mundo que não precisa mais dele, que já não o reconhece.

MINÉIA CARINE HUBER

Um passado pela frente (poesia gaúcha ontem e hoje)

Quero indicar a leitura do livro “Um passado pela frente (poesia gaúcha ontem e hoje)” do professor Luís Augusto Fischer.
Na abertura do livro encontramos nas palavras de Fischer, um trecho incrível: “Corre em nossas veias literárias uma mistura homogênea, consistente, compostas por doses parelhas de resentimentos [...] e paradoxalmente de uma espécie de obrigação ao heroísmo [...]”. (p.10). Oferece uma ideia do que encontraremos no livro, uma leitura de grande valia para todos que desejam conhecer um pouco mais da poesia rio-grandense.
O livro apresenta o cenário da Literatura gaúcha. O autor discorre sobre as obras de Mário Quintana e Aureliano de Figueiredo Pinto. Mostra também um estudo sobre as novas gerações e sobre música.

Patrícia Simone Grando

“O Louco do Cati” – Dyonelio Machado

 É considerado um dos romances mais importantes do escritor gaúcho Dyonelio Machado.    O contexto do livro “O Louco do Cati” dá-se durante a ditadura militar. O que dá nome ao livro é o personagem principal, um sujeito misterioso tido como louco numa pequena cidade no interior gaúcho. O livro desenrola-se através de percursos realizados pelo louco e termina quando ele então reencontra as ruinas do lugar onde por muito tempo ele ficou preso e foi torturado. A palavra cati, uma das poucas ditas por ele, é a abreviação de cativeiro. Na obra todos os percursos percoridos pelo louco no seu itinerário sem destino, são interompidos po algum motivo: barreiras, chuvas, estradas incompletas que não levam a lugar nenhum. o segundo personagem mais importante da obra, Nestor, ficamos sem saber de seu destino e se ele era realmente um terrorista, ou se tudo não passava de engano da polícia. Desse modo o romance de Dionélio é uma denuncia aos horrores e os dramas psicológicos vivenciados na ditadura.

Edivânia Moro.   






quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tarefa 3

Indicar um livro da literatura sul rio-grandense, que pode ser em prosa ou verso, apresentando o porquê de sua leitura e a importância dela para a formação do leitor.
Ou seja, cada aluno deve destacar as motivações para a leitura da obra indicada e como a leitura da obra traz resultados positivos para a formação do leitor.
ORIENTACÕES:
A) A indicação deve ser de um livro não lido nas aulas da disciplina;
B) A resposta deve ser argumentativa, ou seja, convencer de que a leitura indicada realmente é necessária para a formação do leitor; para tanto, argumentos devem ser usados;
C) A indicação deve conter entre sete e dez linhas e ser escrita em língua portuguesa culta;
D) Prazo de postagem: 15 de junho de 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Resposta:

Os personagens da Literatura Contemporânea Sulina de Caio Fernando de Abreu e João Gilberto Noll,não retrata mais a questão do "Gaúcho a Cavalo e o Gaúcho a Pé",os autores seguem escritas e questões da realidade que existe na época , política, sociedade, homossexualismo, violência, miséria, solidão.Ainda busca e rearticula o aspecto do modernismo dando ênfase e rompendo barreiras da região indo além para novidades internacionais.
Podemos observas alguns aspectos no conto, "O Meu Amigo" de João Gilberto Noll; "Casemiro abre o catálogo telefônico antes de dormir. Ouve a voz do jornaleiro alardeando a manchete de O GLOBO. A manchete revela e clama o número de flagelados. Quantos? pergunta Casemiro. Mas a voz do jornaleiro a vai longe."
 Rogenio Mignoni

sábado, 8 de junho de 2013

Como personagens dos contos de Caio Fernando Abreu e de João Gilberto Noll podem ser inclusos nesse contexto da literatura contemporânea sulina?

Como a literatura retrata o que acontece na sociedade, a literatura contemporânea sulina deixa de lado o gaúcho rústico e traz para seus temas as transformações ocorridas na vida social do povo da época, como: a concentração urbana, a industrialização, o capitalismo, as desigualdades e injustiças sociais. E é nesse contexto, que surgem Caio Fernando Abreu e João Gilberto Noll, revelando através de seus personagens uma sociedade com indivíduos, consumistas, individualistas, com desvio de valores, e também os marginalizados.
Os autores delegam voz a este marginalizado pela sociedade, que sofre preconceito e é reprimido. Caio Fernando Abreu, no conto Terça-feira Gorda revela dois personagens que buscam a liberdade, se assumindo como homossexuais, uma minoria social marginalizada, mas sofrem preconceito; João Gilberto Noll no conto O filho do Homem revela um personagem, Eva, interessada apenas em consumir, e por isso abandona seu marido, para ficar com outro homem com mais riqueza.
MINÉIA CARINE HUBER


Como personagens dos contos de Caio Fernando Abreu e de João Gilberto Noll podem ser inclusos nesse contexto da literatura contemporânea sulina? Explique, citando exemplos.

A literatura contemporânea sulina abandonou os personagens até então idealizados como gaúchos perfeitos para abordar uma realidade muito diferente. Os autores passaram a mostrar o homem do sul de uma forma mais real, abandonando a figura fantasiosa e retratando um ser mais real, cheio de angústias e problematizado por um cenário que sofreu bruscas mudanças.
 Caio Fernando De Abreu escreveu sobre temas como: sexo, medo da morte, o medo em geral, a angústia, a solidão, o homossexualidade, entre outros. No livro de contos Morangos Mofados ele aborda o estranhamento, a solidão, a dor e o sentimento de marginalização. O tema homossexualidade está presente de forma aberta no conto “Sargento Garcia”. Ali se narra a iniciação sexual de um menino homossexual com um oficial do exército, o Sargento Garcia do título.
João Gilberto Noll no livro O Cego e a Dançarina aborda mulheres, homens, adolescentes e crianças experimentando situações de intensa paixão, velado ou vulgar, de brutal violência, miséria, solidão, carência de afeto e de sentido.

 Edivânia Moro.

Como personagens dos contos de Caio Fernando Abreu e de João Gilberto Noll podem ser inclusos nesse contexto da literatura contemporânea sulina? Explique, citando exemplos.

Os personagens de Caio Fernando Abreu e João Gilberto Noll abordam, através de suas narrativas, temas como o preconceito e a discriminação em relação àqueles sujeitos que ousam transpor as fronteiras da ‘normalidade’ para vivenciar e conhecer desejos e afabilidades, falam de questões estéticas e políticas, e também sobre a literatura brasileira de temática gay. É neste ponto que se incluem na Literatura sulina contemporânea, que enfoca a realidade das classes sociais e das minorias.

No livro Morangos Mofados de Caio Fernando de Abreu estas questões são evidentes, como podemos ver neste trecho do conto Terça-feira Gorda: “Foge, gritei, estendendo o braço. Minha mão agarrou um espaço vazio. O pontapé nas costas fez com que me levantasse. Ele ficou no chão. Estavam todos em volta. Ai-ai, gritavam, olha as loucas.”.  Em João Gilberto Noll, podemos ver essas características no livro O Cego e a Dançarina, note no trecho a seguir: “Armênio mexe nos seus pertences porque é velho, caduco e manco. Surdo: a filha o chama da escada de caracol e ele não quer ouvir [...]” (Conto A Vida). Ambos os autores abordam estas temáticas também em suas demais obras.

Patrícia Simone Grando

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Comente:

—Considere o seguinte excerto, retirado de um artigo de Boniatti (2008) disponível em http://www.abralic.org.br/anais/cong2008/AnaisOnline/simposios/pdf/015/ILVA_BONIATTI.pdf, no qual a pesquisadora tece considerações sobre a literatura contemporânea do Rio Grande do Sul:

 

Como personagens dos contos de Caio Fernando Abreu e de João Gilberto Noll podem ser inclusos nesse contexto da literatura contemporânea sulina? Explique, citando exemplos. Sua reposta deve ter entre 10 e 15 linhas.


Aguardamos comentários e respostas até o dia 08 de junho de 2013.

sábado, 25 de maio de 2013

Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?

A literatura se relaciona com seu imaginário em dois momentos, em primeira instância o "Homem a Cavalo",onde se caracteriza apego ao cavalo, guerreiro,herói,enérgico,orgulhoso.
 Em segundo momento o "Homem a Pé", a mudança de valores, ambiente,costumes,adquirindo assim uma nova concepção do gaúcho.
Em (Conto "Contrabandista", Lopes Neto) "Conhecia as querências pelo faro: aqui era o cheiro do açouta-cavalo florecido, la o dos trevais, o das guabirobas rasteiras.",nesse trecho podemos ver algumas características do "gaúcho a cavalo".

 Rogenio Mignoni
Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?
A literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Rio Grande do Sul, pois retrata o gaúcho e sua cultura ao longo da história, com diferentes visões sobre o mesmo.
Em primeiro momento o gaúcho é retratado como o homem do campo, que anda a cavalo, trabalhador, honesto, com espírito guerreiro e amor pela liberdade; essa descrição idealizada e mitificada do gaúcho encontramos nos Contos Gauchescos, de João Simões Lopes Neto.
Em segundo momento, com as transformações sociais, econômicas e políticas ocorridas no estado, esse gaúcho é retratado sem a idealização anterior, pois está desenraizado, perde o seu espírito guerreiro; vai para o ambiente urbano e passa a andar a pé, como está despreparado para o trabalho na cidade, é marginalizado; esse gaúcho desmitificado encontramos na trilogia do Gaúcho a Pé, de Cyro Martins.

MINÉIA CARINE HUBER

Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?


O povo gaúcho se caracteriza por ser um povo muito orgulhoso de sua cultura e de suas tradições. E a literatura gaúcha não poderia deixar de assim descrever a população sulina. Podemos observar nos contos de Lopes Neto a típica figura gaúcha de homem do campo orgulhoso e cultuador das tradições através da figura do valente narrador Blau Nunes. Já na obra de Cyro Martins o orgulhoso homem do campo mudou-se para a cidade e perdeu tudo que o identificava como gaudério, mas na sua memória e sentimento tudo permanece vivo e intacto.      
EDIVÂNIA MORO.

Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?


O imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul caracterizou-se em um primeiro momento pela visão do homem a cavalo, da pecuária, movida por interesses econômicos e políticos. Em um segundo momento o imaginário se volta pra uma visão mais realista, do 'gaúcho a pé', pobre, longe do ‘pampa’ e de seus costumes. Ou seja, no Rio Grande do Sul, podemos visualizar duas representações do imaginário social: a do gaúcho mitificado e a do não mito.
Podemos ver bem isso nas obras de nossos autores, enquanto Simões Lopes Neto vê o gaúcho herói, como observamos neste trecho do conto 'Juca Guerra': "Moreno, alto, delgado; olho preto; nariz, de homem mandador; mãos e pés de moça; tinha força como quatro; bailarino, alegre, campeiraço; e o coração devia ser-lhe mui grande, devia encher-me o peito todo, de bom que era.".
Do outro lado temos Cyro Martins, que nos mostra a realidade do gaúcho saindo do campo e entrando na cidade. Esta desmitificação pode ser observada no seguinte trecho: “Quando João Guedes, há três anos atrás, já desiludido de achar morada na campanha, veio à cidade em busca de uma casa para se meter com a família, foi o Oscar, o marido de Querubina, que deu jeito no negócio, assumindo espontaneamente a responsabilidade de fiador" (Porteira Fechada,1944). O que vemos é um gaúcho desiludido, sem todo aquele orgulho, um ser deslocado tentando sobreviver em um novo meio.
Patrícia Simone Grando
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Letras Uri - Novidades

Visitem nossos Blogs

http://ogauchonaliteratura.blogspot.com.br/
http://ericoemevidencias.blogspot.com.br/ 
http://poesiasulriograndense.blogspot.com.br/

Nova forma de interação:

- Nos próximos dias todos os integrantes dos blogs responderão a seguinte questão:


Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?

Aguardamos seus comentários referente ao assunto!!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Referências do Blog (atualizadas a cada nova leitura)


- ARENT, João Cláudia. O imaginário social em João Simões Lopes Neto, Métis: história e cultura. Caxias do Sul, V.2, n.4 jul/dez, p.112, 2003

- BONIATTI, Ilva M. As regiões culturais na literatura do Rio Grande do Sul. XI Congresso Internacional da ABRALIC: Tessituras, Interações, Convergências. São Paulo, 2008, p. 5.


-CARDOSO, Caroline dos Santos. Literatura e história na trilogia de Cyro Martins: a representação dos gaúchos e das prendas a pé. Disponível em http://www.pucrs.br/edipucrs/online/IXsemanadeletras/ide/Caroline_dos_Santos_Cardoso.pdf. Acesso em 22 maio 2013.
 

- CHAVES, Flávio Loureiro. Simões Lopes Neto: regionalismo e literatura. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1982.

- ___________________. João Simões Lopes Neto. Disponível em <http://www.paginadogaucho.com.br/escr/lopesneto.htm>, acesso em 25/04/2013.

- LARA, Elizabeth Rizzato. O gaúcho a pé: um processo de desmitificação. Porto Alegre. Movimento, 1985.

- POZENATO, José Clemente. O regional e o universal na Literatura Gaúcha. Porto Alegre, Movimento, Instituto Estadual do Livro, 1974.

- PRADO, Silvia do. O regionalismo nos contos de Simões Lopes Neto. Frederico Westphalen, 2008, 37 f. Monografia de Graduação do Curso de Letras - Campus de Frederico Westphalen, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões.

- RIO GRANDE DO SUL, Secretaria de Educação e Cultura. Subsecretaria de Cultura. Instituto Estadual do Livro. Cyro Martins. Porto Alegre, IEL, 1983.

- SILVA, Márcia Ivana de Lima e. Cyro Martins. Disponível em <http://www.paginadogaucho.com.br/escr/cyro.htm>, acesso em 24/04/2013.

-SILVEIRA, Verli Fátima Petri da. Imaginário sobre o gaúcho no discurso literário:da representação do mito em Contos Gauchescos, de João Simões Lopes Neto, à desmitificação em Porteira Fechada, de Cyro Martins. Porto Alegre, Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul Programa De Pós-Graduação Em Letras Curso De Estudos Da Linguagem Área De Teorias Do Texto E Do Discurso, 2004.

- SOUZA, Janice Lení Lermen de. A Desmitificação do Gaúcho em Porteira Fechada de Cyro Martins. Frederico Westphalen, 2003,48 f. Monografia de Pós-graduação em letras e especialização em literatura – Campus de Frederico Westphalen, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões.